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Tex Hudson and Choloso fuck

Tex Hudson era um monumento ambulante ao Velho Oeste que nunca existiu. Em seu bar temático, “The Dusty Spur”, ele era a atração principal: um cowboy de cidade grande com botas de cobra caríssimas, chapéu de feltro importado e um sorriso lascivo que prometia aventuras falsas em noites de karaokê. Ele contava histórias de “ranchos no interior” e “caçadas ao alce” que eram, na verdade, memórias de férias em parques temáticos. Tex era uma casca vazia, um personagem que engolia o homem real, que só se chamava Theo.

Choloso, cujo nome verdadeiro era Mateus, era um alfaiate. Não um estilista, mas um alfaiate. Seu ateliê minúsculo ficava no mesmo quarteirão decadente do bar de Tex, mas era um universo à parte. Lá, o tempo era medido pelo ritmo da agulha na linha, pelo som da tesoura no tecido puro. Choloso trabalhava com silêncio e precisão cirúrgica, reconstruindo ternos vintage, dando nova vida a peças abandonadas. Ele não criava tendências; ele preservava histórias contadas em fios de lã e linho. Era quieto, observador, e seus olhos escuros viam através das fachadas com a facilidade com que identificavam um fio desgastado.

Seus mundos colidiram por necessidade. O traje de “cowboy” de Tex, uma fantasia barata comprada online, desfez-se durante uma de suas performances exageradas no bar. A costura do ombro arrebentou no meio de um “yeehaw” particularmente vigoroso. Humilhado e desesperado — a imagem era tudo — ele foi recomendado ao “costureiro do fundo do beco”.

A campainha do ateliê de Choloso tilintou de forma deslocada quando Tex entrou, trazendo consigo o cheiro de cigarro barato e cerveja derramada. Choloso levantou os olhos da mesa de corte, avaliando o homem e o traje danificado com um único olhar neutro.

— “Precisa de um remendo urgente,” disse Tex, tentando manter a persona, mas soando apenas cansado.
— “Isso aqui não merece um remendo,” respondeu Choloso, tocando o tecido sintético com desdém. “Merece um enterro digno.”

Tex ficou indignado, mas a autoridade tranquila do alfaiate o desarmou. E então, Choloso fez uma oferta inesperada.
— “Tenho algo aqui. De verdade. Se o senhor tiver coragem de usar algo que não brilha.”

Do armário, ele tirou um paletó de cowboy vintage, de tweed escuro e couro genuíno nas ombreiras. Era sóbrio, masculino, e carregava o peso de décadas e do trabalho real. Era o oposto de tudo que Tex representava. E era a coisa mais linda que Theo já vira.

Enquanto Choloso o ajustava, seus dedos ágeis tocando seu corpo com uma proximidade profissional mas intensa, Theo sentiu algo estranho. O silêncio não era constrangedor. Era… pacífico. Pela primeira vez em anos, ninguém esperava que ele falasse, que performasse. Choloso media, marcava, murmurava consigo mesmo em português, seu sotaque suave preenchendo o ar. E Theo, o homem por trás de Tex, simplesmente existiu.

O paletó ficou perfeito. Não era um disfarce; era uma segunda pele, melhor que a primeira. Quando Theo se viu no espelho, não viu Tex. Viu alguém que poderia ter existido. Alguém sólido.

Voltou ao bar, e as reações foram de um respeito diferente. As pessoas não gritavam; sussurravam. “Ele parece… autêntico.” A palavra doeu e curou ao mesmo tempo.

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