Sven jerks off at his new desk – SvandyLove
A luz suave do final da tarde dourava a varanda do pequeno apartamento onde Svander arrumava os vasos de salsa e manjericão. Ele era um homem de gestos calmos e um sorriso que raramente aparecia, mas quando aparecia, iluminava seu rosto sério. Do lado de dentro, acompanhando-o com o olhar enquanto lia um livro, estava Lyra. Seus cabelos cacheados formavam uma auréola ao redor de seu rosto, e seu jeito de ser era como uma melodia constante e suave na vida de Svander.
Eles não eram “Svander e Lyra” para os amigos mais próximos. Eram SvandyLove, uma junção de nomes que havia nascido de uma brincadeira e que colou, porque era, no fundo, a pura verdade.
Naquele dia, porém, uma sombra pairara sobre Lyra. Notícias ruins do trabalho, a preocupação com a família… um peso silencioso que ela carregava nos ombros. Svander via aquilo, sentia a melodia dela ficar mais baixa, quase inaudível.
Sem dizer uma palavra, ele terminou de regar as plantas e entrou. Colocou uma chaleira no fogão para ferver água e, enquanto esperava, pegou uma caneta nanquim e um pequeno pedaço de papel pergaminho.
Lyra, imersa em seus pensamentos sombrios, nem percebeu sua aproximação. Svander deslizou o papel sobre a página aberta do livro dela. Era um desenho simples, mas feito com uma precisão amorosa: os dois, de silhuetas, de mãos dadas em sua varanda florida. Acima das figuras, ele havia escrito com sua caligrafia elegante: “Para toda escuridão, trago minha luz. Para todo silêncio, trago meu amor. Somos SvandyLove, lembra?”
Lyra olhou para o desenho, depois para os olhos sinceros de Svander. A tristeza não se dissipou magicamente, mas uma fresta de luz entrou. Seus lábios curvaram-se no que era quase um sorriso, e uma lágrima teimosa escapou, rolando pela sua face.




