Socando gostoso nesse puto – RealGuyTO e Tom Finland

O metrô sacolejava nos trilhos antigos. RealGuyTO segurava o caderno de desenho, o lápis correndo rápido, capturando rostos anônimos. Até que um deles parou na sua frente.
Camisa jeans, barba por fazer, olhos que pareciam ver além da superfície.
— Você desenha todo mundo aqui? — o homem perguntou.
— Só quem me dá vontade.
O homem sorriu. Sentou-se ao lado.
— Tom Finland — apresentou-se.
RealGuyTO fechou o caderno, sem jeito. Conhecia aquele nome. As ilustrações icônicas, os homens fortes, a revolução silenciosa nas páginas das revistas.
— Seu trabalho me inspirou — confessou.
Tom inclinou a cabeça, curioso.
— Me mostra o seu.
RealGuyTO abriu o caderno. Tom folheou devagar, os olhos brilhando a cada página. Quando chegou ao retrato que acabara de fazer — ele próprio, no metrô — parou.
— Posso ficar com esse?
— É seu.
Tom arrancou a página com cuidado, dobrou e guardou no bolso da camisa, perto do coração.
— Você desenha a verdade — disse, levantando-se. — Não pare.
O metrô parou. Tom desceu. Mas na semana seguinte, no mesmo vagão, no mesmo horário, voltou. Com um caderno novo nas mãos. Para ele.






