Soaked outside and inside – Logan and Rico Vega fuck
A poeira baixa do desfiladeiro dançava sob o sol implacável de Canyon Ridge. Dois irmãos, unidos por sangue e divididos pelo mundo, encaravam-se sobre um abismo de desentendimentos.
**Logan**, o mais velho, era a própria imagem da ordem. Seu jeans não tinha uma mancha, sua camisa xadrez estava perfeitamente abotoada, e suas botas, embora poeirentas, estavam bem amarradas. Ele segurava uma pasta cheia de documentos – mapas de zoneamento, ofertas de compra, projeções de lucro.
— É só um pedaço de terra, Rico! — sua voz era firme, carregada da razão prática que construiu sua imobiliária do zero. — A “Oficina Vega” é um sonho do pai, eu entendo. Mas sonhos não pagam contas. O que a construtora está oferecendo é uma chance. Para nós, para a mamãe.
Do outro lado da ferrugenta carcaça de um Chevrolet 58, que seu pai chamava de “projeto eterno”, estava **Rico Vega**. Seus jeans tinham rasgos genuínos, suas mãos estavam marcadas com graxa e tatuagens, e seu olhar era uma tempestade de lealdade ferida.
— Não é um pedaço de terra, Logan! É a alma dele! — Rico bateu a mão no capô do carro, fazendo um baque surdo. — Cada parafuso que ele apertou, cada história que ele contou aqui… você quer vender isso para virarem um condomínio de luxo? Você apagou tudo que ele era?
O vento levou as palavras ásperas, ecoando o argumento que durara meses. Logan via progresso, segurança. Rico via tradição, memória.
A discussão esquentou, as vozes se elevaram acima do sussurro do vento. Até que, em um gesto de pura frustração, Logan ergueu a pasta.
— Eu vou te mostrar a realidade, Rico! — ele disse, e num movimento brusco, os papéis voaram para fora da pasta, pegos por uma rajada súbita.
Mapas, ofertas, sonhos de concreto dançaram no ar, espalhando-se como folhas mortas pelo desfiladeiro. Alguns pousaram em cactos, outros foram levados para longe, e um, o contrato principal, ficou preso em um galho seco no alto de uma rocha, inalcançável.
Por um instante, os dois irmãos ficaram parados, observando o símbolo do futuro planejado de Logan se desfazer no vento.
E então, algo inesperado aconteceu. Rico não sorriu triunfante. Ele olhou para a expressão atordoada do irmão mais velho, para aquele homem controlado que de repente via seu mundo ordenado voar pelos ares. E um som saiu de sua garganta – um riso baixo, que se transformou em uma gargalhada genuína, cheia de ironia e uma centelha da velha cumplicidade.
Logan, inicialmente furioso, sentiu o próprio lábio tremer. A situação era tão absurda, tão perfeitamente desastrosa, que a raiva deu lugar a um suspiro exausto, e então, a um sorriso torto.
— Acho que o canyon não gostou do seu acordo, irmão — disse Rico, sacudindo a cabeça.
Sem uma palavra, Rico se virou e foi até a oficina, voltando com uma escada velha e uma corda. Ele encostou a escada na rocha e começou a subir. Logan, entendendo, segurou a base firme.
Era Rico, o ágil, quem subia. Mas era Logan, o estável, quem garantia que ele não cairia.
Rico alcançou o galho e recuperou o contrato amassado. Ao descer, ele entregou o papel a Logan.
— Está um pouco sujo — disse Rico, limpando as mãos na calça.
Logan olhou para o contrato, depois para as mãos calejadas do irmão, e então para o Chevrolet 58.
— Ele sempre disse que esse carro iria nos unir um dia — Logan murmurou, a voz mais suave. — Acho que ele não estava falando sobre consertar o motor.
Rico encostou no carro, sua fúria dissipada. — O que vamos fazer, então?
Logan dobrou o contrato com cuidado e guardou no bolso do peito. — Não sei. Mas vamos descobrir juntos. Irmão.
O sol começou a se pôr, pintando o canyon de laranja e roxo. **Logan e Rico Vega** não haviam resolvido tudo. Mas, naquele dia, em vez de ficarem cada um em seu lado do abismo, eles ficaram lado a lado, olhando para o pôr-do-sol, o carro inacabado de seu pai entre eles, não como um símbolo de discórdia, mas como uma ponte frágil e recém-descoberta.




