Skynny and Timmy fuck

Timmy era um garoto que colecionava coisas leves. Penas de pardal, plumas de dente-de-leão, o brilho do sol na tampa de uma lata, suspiros antes de um segredo. Ele guardava tudo em uma caixa de sapatos sob a cama, acreditando que, se juntasse leveza suficiente, poderia um dia contrabalançar o peso do mundo. O mundo, no caso dele, tinha nome e forma: era sua irmã mais velha, Skynny.
Skynny não era um apelido irônico. Era um fato. Ela era feita de ângulos agudos e silêncios pesados. Desde que a doença a visitara, há dois anos, algo além do peso físico havia se esvaído dela. Seu riso, sua voz, sua presença no quarto ao lado, tudo parecia ter sido sugado para um buraco negro minúsculo que ela carregava no peito. Skynny era um fantama à luz do dia, um vulto que deslizava pelos corredores, e Timmy sentia o campo gravitacional dela puxando toda a alegria da casa para dentro daquele vazio.
Um dia, depois de Skynny recusar até mesmo o arroz com feijão que era seu prato favorito, Timmy teve uma ideia desesperada. Se sua irmã havia perdido tanta leveza, talvez o que ela precisasse não fosse comida, mas coisas leves de verdade. Coisas que pudessem flutuar.




