Sexy Argentinian fucks me so good – Axell Rec, Kryz XXX
Era assim todas as manhãs: o som do saxofone de Axell Rec subindo pelas escadas de incêndio até o apartamento de Kryz XXX. Ele era um músico de rua, cujas notas suaves e melancólicas pintavam o cinza da cidade com cores de esperança. Ela era uma artista visual, que preenchia telas com explosões de tinta e emoção bruta, mas que vivia trancada em seu estúdio, afundada em um bloqueio criativo.
Kryz nunca o vira, apenas o ouvia. O som do saxofone era a trilha sonora de seus dias, a pausa necessária no caos de sua mente. Ela começou a desenhar inspirada pelas músicas. Criou um personagem de linhas suaves e olhos fechados, perdido no êxtase de sua própria melodia. Chamou-o de “O Homem do Saxofone”.
Axell, por sua vez, começou a notar uma luz acesa no terceiro andar, mesmo nas madrugadas mais tardias. E, ocasionalmente, via uma figura observar da janela. Uma silhueta que parecia escutar cada nota com uma intensidade que ele nunca tinha percebido em ninguém. Começou a tocar para aquela janela, dedicando-lhe os solos mais ternos.
O inverno chegou com um frio cortante. Axell, tremendo em seu posto habitual, viu a janela se abrir. Kryz, envolta em um cobertor, jogou um pequeno pacote amarrado com fios de lã coloridos.
“Para as mãos”, gritou, antes de fechar a janela, corando.
Era um par de luvas sem os dedos, tricotadas de forma um pouco imperfeita, mas incrivelmente quentes. Dentro, um bilhete: “Sua música me salva todos os dias. Obrigada.”
No dia seguinte, junto com sua música, Axell levou um pequeno quadro que comprara com suas últimas economias. Era uma pequena pintura de um saxofone voando sobre uma cidade adormecida. Deixou-o pendurado no corrimão da escada de incêndio, com um bilhete: “Para a artista da janela. Suas cores dão vida ao meu som.”
Assim começou seu estranho e silencioso romance. Bilhetes, pequenos presentes e a música — sempre a música — tecendo a conexão entre eles. Eles se conheciam pela alma antes de saberem o som de suas vozes.
O encontro inevitável aconteceu em uma manhã de primavera. Kryz, encorajada por uma nova onda de inspiração, desceu até a rua com uma de suas telas. Era a imagem que ela havia feito dele, muito mais detalhada agora.
Axell parou de tocar no meio de um acorde. O mundo ao redor silenciou. Ele não era exatamente como ela imaginara — seus olhos eram mais claros, seu sorriso mais tímido —, mas era infinitamente mais real.
“Eu… eu trouxe isso para você”, disse Kryz, a voz um pouco trêmula, segurando a tela.
Axell pegou a tela, suas mãos com as luvas sem dedos tocando levemente nas suas.




