Santos Levante and Anteo Chara fuck
O Mediterrâneo, naquela tarde, não era azul. Era prata derretida, refletindo um sol que se despedia lentamente. Santos Levante caminhava pela praia de seixos, cada passo um ruído seco e solitário. Ele carregava o mar no nome e no sangue, mas naquele verão, carregava também o vazio deixado por uma partida.
Foi quando o viu. Anteo Chara estava sentado em um rochedo baixo, os ombros largos cortando a linha do horizonte como uma escultura grega esquecida pelo tempo. Anteo, cujo nome sussurrava “resistência”, “força oposta”, parecia fixado não no infinito do mar, mas em um pequeno caracol que teimava em subir pela pedra áspera. A concentração naquele rosto severo, dedicada a algo tão frágil e minucioso, foi o que primeiro prendeu Santos.
“Ele vai chegar lá”, disse Santos, parando a uma distância respeitosa. Sua voz era como a brisa salgada: suave, mas presente.




