RIDE EM COWBOY – Derek Kage and Wade Wolfgar fuck

Derek Kage e Wade Wolfgar eram os dois lados da mesma moeda enferrujada. Guarda-costas do empresário Nikolai Orlov, eles se odiavam com uma precisão profissional. Derek era sombra e silêncio, um veterano que resolvia problemas antes que eles surgissem, movendo-se pelos corredores como um deslize de ar frio. Wade era trovão e fúria, um ex-mercenário com cicatrizes contando histórias melhor que ele, cuja presença era anunciada pelo rangido de suas botas de combate e seu humor ácido.
Orlov, um homem de gosto perverso, os colocou como parceiros na proteção de sua filha durante um verão em sua propriedade à beira-mar. “Um equilíbrio,” disse, com um sorriso estreito. “O raio e o trovão para afastar as tempestades.”
Os dias eram um campo de batalha silencioso. Wade zombava do meticuloso “checklist mental” de Derek. Derek desprezava a maneira “estraçalhada” e reativa de Wade. Eles discutiam sobre rotas, sobre horários, sobre a espessura do vidro à prova de balas do carro. A única coisa em que concordavam era na devoção à sua carga, a jovem e astuta Anya, que rolava os olhos para seus “cães de guarda rabugentos” e os tratava como móveis especialmente temperamentais.
O ponto de ruptura veio não de um ataque, mas do mar. Um passeio de barco de Anya virou uma emergência quando uma súbita tempestade açoitou a costa. O pequeno barco a motor falhou, deixando-a à deriva em águas traiçoeiras. O protocolo de segurança ruiu. Não havia planos, apenas pânico.
Sem uma palavra, Derek e Wade agiram. Derek, com seu conhecimento tático, identificou o ponto mais rápido de acesso na costa rochosa e traçou a rota contra a corrente. Wade, com sua força bruta e experiência em combate em ambientes hostis, amarrou cordas, desprezou o perigo e liderou o caminho pelos penhascos escorregadios.
Eles se moveram como extensões um do outro. Quando uma onda quase arrastou Derek, a mão de Wade o puxou para trás com força brutal. Quando Wade escorregou em uma pedra molhada, Derek estava lá, servindo de apoio sólido e inabalável. A água salgada ardia nos olhos, o vento uivava, mas suas vozes encontraram um único ritmo: coordenar, avançar, resgatar.
Juntos, alcançaram a enseada. Juntos, nadaram contra as ondas furiosas. Juntos, trouxeram Anya, trêmula e segura, de volta à areia.
Na praia, sob uma chuva fina que lavava o sal, a fachada rachou de vez. Sentados na areia, exaustos, respirando ofegantes, eles se entreolharam. Wade viu, nos olhos normalmente impenetráveis de Derek, o mesmo tremor de adrenalisa crua e alívio avassalador que ele sentia. Derek viu, na face dura de Wade, não o desdém de sempre, mas um respeito nu e cru.
Wade arfou, cuspindo água do mar. “Seu plano… foi uma merda. Muito arriscado.”
Derek, ainda ofegante, um canto de sua boca se curvou. “Sua execução foi pior. Brutamonta.”
Um silêncio. Então, Wade riu, um som rouco e surpreendente que se perdeu no rugido do mar. Derek não riu, mas o olhar que devolveu não era mais gelado. Era um reconhecimento.
De volta à mansão, algo havia mudado. As discussões continuavam, mas agora eram debates, não duelos. O café da manhã de Wade aparecia misteriosamente temperado como ele gostava. O relatório noturno de Derek já estava formatado quando ele sentava para escrevê-lo. Eles começaram a treinar juntos no ginásio à noite, um testando a defesa do outro, um silêncio companheiro substituindo o ódio anterior.
Uma noite, em sua vigília compartilhada no terraço, observando as estrelas refletirem no oceano agora calmo, Wade quebrou o silêncio.
“Nunca confiei em ninguém para cobrir minhas costas,” disse, sua voz mais baixa do que o rugido do mar.
Derek olhou para o horizonte escuro. “Eu nunca precisei que alguém as cobrisse.”
Wade olhou para ele, um sorriso verdadeiro, não uma ironia, tocando seus lábios. “É mais fácil, não é?”
Derek finalmente voltou seu olhar para ele. Nos olhos de Wade, ele não viu mais o mercenário barulhento. Viu o único homem que havia enfrentado a tempestade ao seu lado, sem hesitar.
“Sim,” Derek concordou, sua voz um sopro quase perdido no vento. “É.”
E sob o céu noturno, os dois cães de guarda, um de sombra e um de fúria, encontraram uma trégua. Não na guerra do mundo, mas na guerra um contra o outro. E descobriram, naquele espaço silencioso entre batalhas, algo mais raro e forte que qualquer lealdade contratual: uma confiança forjada no perigo e polida pelo silêncio compartilhado. Uma parceria que, talvez, pudesse ser muito mais.




