
Rhyheim Shabazz e Pablo Strokes se encararam no centro do estúdio vazio.
— Última cena – disse Rhyheim, ajustando as luvas.
Pablo sorriu, desafiador.
— Sem segurar.
Gravou-se o som de corpos em movimento perfeito, coreografia bruta e honesta. Quando o diretor gritou “corta!”, eles caíram no chão, exaustos.
Rhyheim estendeu a mão.
— Bom trabalho, parceiro.
Pablo apertou-a, ofegante.
— O melhor.
Nascia ali não uma rivalidade, mas um respeito silencioso – daqueles que só quem suja o sangue no chão conhece.




