Relieve the stress — Martin Gajda, Nikol Monak
O estúdio estava vazio quando Martin Gajda encontrou Nikol Monak sentado no chão, cercado por telas inacabadas. A luz da lua entrava pela janela alta, pintando tudo em tons azulados.
“Você devia ter ido para a abertura,” Martin disse, sentando-se ao lado.
Nikol não respondeu de imediato. Seus dedos ainda estavam manchados de tinta, os ombros tensos sob a camisa branca. Havia semanas que evitava Martin, e ambos sabiam o motivo.
“Não consigo pintar você,” Nikol confessou, a voz frágil. “Toda vez que tento, minhas mãos tremem. Faz meses que não termino nada.”
Martin tocou de leve o pulso de Nikol, sentindo os dedos trêmulos. “Então não pinte. Só me olhe.”
Nikol levantou os olhos, surpreso com a simplicidade da oferta. Martin sorriu, um sorriso que não exigia nada em troca.
“Sempre foi simples assim,” Martin continuou. “Você complica.”
Por um longo momento, ficaram em silêncio, ombro a ombro. Nikol inclinou a cabeça, apoiando-se contra Martin.
“Ainda tremem,” Nikol murmurou.
“Eu seguro,” Martin respondeu.
E naquele instante, o bloco de artista permaneceu intocado, e foi o suficiente.




