Poolside Poke – Jonah Wheeler and Mitch Cox fuck

O silêncio do lago às cinco da manhã era uma coisa palpável, úmida e azul-acinzentada. Jonah Wheeler respirava esse silêncio, a fumaça de seu café subindo em espirais preguiçosas no ar parado. Ele era guarda-florestal daquela reserva há oito anos, conhecia cada trilha de veado, cada ninho de águia-pesqueira, o murmúrio específico do vento nos diferentes tipos de pinheiro. Sua vida era um ritual de quietude e observação. Até que o novo estagiário chegou.
Mitch Cox era um furacão de camisas xadrez mal abotoadas, perguntas incessantes e um jeito desastrado de tropeçar em raízes perfeitamente visíveis. Vinha da cidade grande, com um mestrado em biologia e zero de noção do ritmo da floresta. “Jonah, o que é esse som? Jonah, essa pegada é de urso? Jonah, dá pra beber dessa água?” A voz de Mitch era um zumbido constante, interrompendo a sinfonia cuidadosa do mundo de Jonah.
Jonah, um homem de poucas palavras e paciência ainda menor, respondia com grunhidos ou, na melhor das hipóteses, instruções curtas e secas. Mitch parecia imune à frieza. Ele via beleza em tudo: no cogumelo mais comum, no padrão da lama seca, no modo como a luz filtrada fazia Jonah parecer uma estátua de cobre. E anotava tudo, em cadernos encharcados e com a letra atrapalhada.




