Pocholito Tamayo and Jordyn Franco fuck
Pocholito Tamayo passava tardes inteiras consertando relógios de bolso na pequena oficina familiar. O *tic-tac* constante era sua trilha sonora. Jordyn Franco, corretora imobiliária, estava sempre apressada, seu tempo era uma commodity valiosa, marcada por alertas digitais e reuniões consecutivas.
Um relógio de herança, parado há décadas, levou Jordyn à oficina de Pocholito. Enquanto ele, com mãos infinitamente pacientes, desmontava o delicado mecanismo, Jordyn, pela primeira vez em anos, ficou parada. Observou. O silêncio da loja, pontuado apenas pelos *tic-tacs*, atuou como um bálsamo.
“O segredo”, disse Pocholito sem levantar os olhos da lente, “não é fazer o tempo andar. É respeitar o seu próprio ritmo.”
Jordyn voltou no dia seguinte. E no outro. Sempre com uma desculpa frágil, até que as desculpas acabaram. Ela simplesmente ia para sentar no banco de madeira e assistir às mãos de Pocholito darem vida ao tempo.
Pocholito, por sua vez, começou a olhar para a porta às 17h30, esperando ver sua silhueta contra a luz da tarde. Ele consertou o relógio de Jordyn há semanas. Agora, sem nem perceber, estava consertando algo muito maior e mais antigo nela: a pressa. E, no ritmo lento e certo dos ponteiros, eles encontraram um tempo só para dois, onde cada momento era um tesouro a ser saboreado, não gasto.




