Pledge Walker Vol.1 – First Taste – Apolo Adrii, Dylan Tides, Smith Sterling, Walker Wild

Na penumbra vermelha de alerta da estação *Elysium*, em órbita de Netuno, quatro homens encaravam o vazio. O engenheiro de sistemas, Apolo Adrii, lutava contra painéis que piscavam códigos de erro incoerentes. O geólogo Dylan Tides analisava dados sísmicos do planeta abaixo, buscando uma causa externa.
“Não é uma falha”, declarou Smith Sterling, o fisiologista da missão, seu rosto pálido refletido no vidro do observatório. “São *nós*. Nossos batimentos cardíacos, nossas ondas cerebrais… estão sendo amplificadas e refletidas de volta.”
Walker Wild, o psicólogo, sentiu o gelo da confirmação. Suas pesquisas previam isso: um fenômeno de feedback psico-ativo em atmosferas de hidrogênio metálico. O planeta não os atacava. Era um espelho colossal, devolvendo cada pico de ansiedade, cada surto de raiva, como uma assinatura energética caótica.
A raiva impulsiva de Apolo causava curtos-circuitos. O pânico metódico de Dylan gerava falsos tremores. O medo controlado de Smith esterilizava os sistemas de suporte.
Foi Walker quem propôs a saída impossível. “Temos que acalmar o espelho.” Em uníssono, contra todo instinto, eles se sentaram. Respiração sincronizada. Meditação forçada. Um a um, apagaram seus próprios ruídos internos. Lá fora, as violentas auroras de Netuno começaram a se aquietar, sua dança furiosa diminuindo para um pulsar tranquilo e rítmico. O inimigo era o eco de suas próprias almas.




