Pledge Walker Vol.1 – Brotherly Bonds – Dylan Tides, Lane Colten, Walker Wild

No módulo de pesquisa subaquática *Kraken*, a três milhas de profundidade, a escuridão era absoluta. Dylan Tides, oceanógrafo, monitorava as leituras dos hidrofones, captando o canto fantasmagórico das baleias de beco. Lane Colten, o operacional, mantinha os sistemas vitais funcionando com uma calma meticulosa. Walker Wild, o biólogo de águas profundas, estudava amostras de criaturas que nunca viram a luz do sol.
A anomalia começou com os sons. Os cantos das baleias se sobrepuseram, distorceram, formando padrões que se assemelhavam assustadoramente a palavras em uma língua desconhecida. Dylan, fascinado, aumentou o volume. “Estão tentando se comunicar.”
Walker alertou sobre comportamento predatório em criaturas de águas profundas sob frequências específicas. Lane observou uma queda súbita na temperatura externa, um fenômeno impossível naquelas profundidades estáveis.
De repente, um impacto abalou o *Kraken*. Nas câmeras externas, formas enormes e indistintas moviam-se na escuridão, atraídas pelo som. A pressão do casco gemeu.
Foi Lane, o homem da calma, quem agiu. “Eles não atacam o som”, ele disse, seus dedos voando sobre os controles. “Atacam a *resposta*.” Ele cortou a energia dos hidrofones e, em vez disso, emitiu uma frequência constante e monótona de calma, um ruído branco das profundezas.
As criaturas hesitaram. O canto distorcido cessou. Na escuridão silenciosa, os três homens entenderam que, nas profundezas, a maior ameaça era a própria curiosidade, e o antídoto era uma simulação perfeita de indiferença.




