Piggy on the Bar – Kike Gil and Tom Storm fuck

O deserto de Nevada à noite era um tapete negro salpicado de estrelas, interrompido apenas pelo farol solitário do bar O Último Suspiro. Lá, em um banco de couro desgastado, Kike Gil afiava seu punhal com movimentos ritualísticos, cada passada da pedra um verso de uma oração violenta.
A porta rangeu. Entrou Tom Storm, trazendo consigo não a poeira do deserto, mas o cheiro de ozônio e de tempestade distante. Seus olhos claros percorreram a sala, pousando em Kike. Não havia surpresa, apenas o reconhecimento frio de dois pontos em um mapa finalmente colidindo.
“Eles disseram que você viria,” Kike falou, sem levantar os olhos da lâmina. “O anjo vingador do Syndicate.”
“E eles disseram que eu te encontraria,” Tom respondeu, a voz um baixo trovão. “O rastro de cobra que deixam por onde passam. Onde está o cristal?”
Kike sorriu, finalmente erguendo o olhar. “Já está longe. Meu trabalho era só te distrair.”
Fora, o céu escuro se partiu com um relâmpago silencioso. Não era obra da natureza. Era a chegada deles.
Tom percebeu. A isca tinha funcionado. Ele não caçava mais; era o caçado.
“Parece que o distraído fui eu,” murmurou Tom, virando-se para a porta, a eletricidade estática erguendo seus cabelos. A caçada, agora, mudara de direção. E a noite estava apenas começando.




