Pierce Paris, Sage Roux – The Ex Factor
Pierce Paris era o chef perfeccionista, seu restaurante um templo de precisão. Sage Roux era a nova fornecedora de ervas, cheia de manhãs enevoadas e pés sujos de terra.
Ele odiava irregularidades. Ela trazia cestos de alecrim selvagem e tomilho teimoso, sempre com um grão de areia nas embalagens. “A perfeição tem gosto de plástico, Chef”, ela desafiava, com um sorriso que estragava seus *mise en place*.
Pierce reclamava, mas seus pratos ganhavam alma. Um dia, uma tempestade arruinou sua trufa negra rara. Desesperado, ele ligou para Sage. Ela apareceu com um pote de mel silvestre e um ramo de algo que ele não conhecia. “Confia”, disse.
O prato improvisado foi uma revolução. Na cozinha vazia, sob a luz fria do exaustor, Pierce a encarou. “O que era aquela erva?”
“Amor-perfeito selvagem”, ela sussurrou. “Cresce em qualquer fenda, não importa o quão dura seja a pedra.”
E foi ali, entre panelas e o cheiro de terra, que o rigor de Pierce Paris finalmente se rendeu ao sabor doce e imprevisível de Sage Roux.




