Peralta Silva and Max Bitte fuck

O vento sul sacudia as lonas da barraca quando Peralta Silva acordou. Algo estava diferente. O cheiro do deserto pela manhã sempre trazia notícias.
— Max — chamou, a voz rouca.
Do outro lado da fogueira apagada, Max Bitte abriu os olhos imediatamente. Dormia como um gato, sempre alerta.
— O quê?
— Poeira a oeste. Muita.
Max sentou-se, a mão já na adaga. Espreitou por entre as lonas. No horizonte, uma nuvem marrom se aproximava rápido demais para ser vento comum.
— Cavalos. Muitos.
Peralta Silva levantou-se, os ossos estalando. Era velho, mas seus olhos ainda enxergavam longe.
— Não são os nossos.
— Homens do Coronel?
— Pior. Índios rebeldes. Vêm queimar tudo.
Max começou a recolher os pertences, mas Peralta pousou a mão em seu ombro.
— Não adianta correr. Eles conhecem essas terras melhor que nós.
— Então o quê?
Peralta sorriu, mostrando os poucos dentes que lhe restavam.
— A gente recebe eles. Oferece café. Pergunta se tão com sede.
Max franziu a testa.
— É loucura.
— É o deserto, filho. Aqui, a loucura é a única sabedoria.
A poeira se aproximava. Peralta já colocava água no fogo.




