Pedro Rocha, Klebert Fernandes e Enzin eram amigos de infância, mas o destino os separou. Anos depois, reencontraram-se num velho armazém à beira-mar.
— Prometemos que, se um dia a sorte aparecesse, dividiríamos em três — disse Pedro, apontando para o mapa sobre o barril.
Klebert, desconfiado, franziu a testa. — E por que me chamaram agora?
Enzin sorriu, empurrando uma bússola antiga sobre a mesa. — Porque só você sabe ler as estrelas.
Naquela noite, navegaram sob um céu tempestuoso. Ao chegarem à caverna indicada, encontraram não ouro, mas um baú cheio de cartas antigas — as memórias de um avô que nunca conheceram. Pedro chorou. Klebert riu. Enzin apenas disse:
— Talvez essa sempre tenha sido a verdadeira fortuna.
E assim, entre o som do mar e o farol piscando ao longe, os três descobriram que alguns tesouros não se gastam: só se compartilham.

