Open house — Dante Colle, Michael Jackman & Jake Porter
O açoite da tempestade era perfeito para o trabalho. Na doca 7, Dante Colle segurava uma maleta que não continha dinheiro, mas sim um relógio de bolso de prata, antigo e intricado. Seu contato, Michael Jackman, um homem de terno impecável mesmo sob a chuva, estendeu a mão.
“O Artefato de Cronos, conforme acordado, Colle.”
Antes que as mãos se tocassem, um jato de água salgada atingiu ambos. Jake Porter, de capuz e arma de choque em punho, surgiu da cortina de chuva. “Interpol, Jackman! Seu negócio de relíquias amaldiçoadas acabou.”
Jackman sorriu, um gesto gelado. “Porter, sempre o cão de caça obstinado. Mas você veio sozinho. Erro fatal.” Ele fez um sinal. Sombras se moveram nos telhados.
Dante suspirou, cansado. Abriu o relógio. Um *tic-tac* anormalmente alto ecoou, e o mundo ao redor desacelerou. A chuva parou no ar, os capangas congelaram em mid-step.
“Eu não vendo relíquias amaldiçoadas, Porter”, disse Dante, sua voz soando estranhamente clara no silêncio petrificado. “Eu as contendo. E Jackman aqui está tentando leiloar um pedaço do tempo.” Ele olhou para o agente imóvel, seus olhos wide com choque. “Parece que hoje você não caça sozinho. Você *compra tempo*.”
No vácuo do tempo parado, os três homens se encararam, o destino do mundo suspenso no tic-tac de um relógio de prata.




