No Mercy – Daniel Gainsbrook fucks Sinn Raw

Daniel Gainsbrook vivia em preto e branco, num apartamento minimalista onde até o eco se perdia. Sinn Raw era uma explosão de tinta colorida, cheiro de incenso e batidas de trip-hop que vazavam pela porta do apartamento ao lado.
Tudo começou com uma reclamação sobre o barulho. Daniel, de terno impecável, bateu à porta. Sinn abriu, coberta de tinta azul, com um fone de ouvido no pescoço. O protesto morreu na língua de Daniel. “Você… está estragando a parede”, conseguiu dizer, olhando para os respingos no corredor.
“Estou consertando a alma dela”, Sinn retrucou, com um sorriso que não pedia licença. “Quer ajudar?”
Contra toda lógica, Daniel entrou. Sinn colocou uma lata de tinta spray amarela em suas mãos, e apontou para um canto da parede. “Solta tudo, Gainsbrook.”
Ele pressionou o bico. O jato amarelo foi um grito no cinza. E algo dentro de Daniel, muito tempo adormecido, despertou. A partir daquele dia, o apartamento de Daniel ganhou uma mancha solar na parede. E a vida de Sinn ganhou um ponto de quietude no caos, um homem de terno que, aos poucos, trocou o cinza pelo colorido do mundo dela.
No silêncio compartilhado após a música alta, encontraram uma melodia própria.




