AmadorBarebackBoqueteVídeos Gays

Nico Mucci fucks Camilo Brown

Nico Mucci era um velho maquinista que conhecia cada curva, cada túnel e cada eco da linha férrea que serpenteava entre as montanhas. Ele guiava seu trem não apenas com mapas, mas com o coração, sentindo o gemido dos trilhos como se fossem extensões de seus próprios ossos. Em suas paradas na estaçãozinha de Vale Sereno, ele observava, com uma ponta de tristeza, como o mundo ao seu redor ia perdendo as cores, tornando-se cinza e apressado.

Camilo Brown era um enigma na pequena cidade. Morava em um vagão de trem desativado nos fundos da estação, transformado em ateliê. Era pintor, mas não de telas convencionais. Ele pintava nas janelas embaçadas, nas paredes de madeira velha e, principalmente, em pequenas pedras que recolhia da linha do trem. Seu mundo era uma explosão de cores que ninguém mais parecia enxergar.

Um dia, no outono, enquanto uma névoa espessa atrasava a partida, Nico encontrou Camilo sentado no banco de madeira da plataforma, pintando meticulosamente uma pedra com o azul mais vibrante que o velho maquinista já vira.

“Por que perde tempo colorindo pedras?”, perguntou Nico, a voz áspera como o atrito dos freios. “O vento e a chuva levam tudo.”

Camilo ergueu os olhos, cheios de uma serenidade que contrastava com o olhar cansado de Nico. “Ah, mas elas não ficam por aí, senhor Mucci. Elas viajam. Eu coloco algumas nos trilhos, bem na frente da sua locomotiva. Você as leva para lugares que eu nunca vou ver. Cada estação que você para, um pedacinho de cor desce com os passageiros.”

Intrigado, Nico começou a prestar atenção. E, de fato, nas manhãs seguintes, encontrava pequenas pedras pintadas de amarelo-sol, vermelho-papoula ou verde-bosque, repousadas sobre os trilhos, como presentes. Ele as recolhia com cuidado e, em cada parada, deixava uma discretamente em um banco, no parapeito de uma janela, ou na mão de uma criança distraída.

Uma mudança sutil começou a acontecer. Em uma cidade, surgiu um vaso de flores coloridas onde antes havia só lixo. Em outra, uma velha cortina cinza foi substituída por uma azul-celeste. As cores de Camilo, transportadas por Nico, eram como sementes.

O inverno chegou rigoroso, e Camilo adoeceu. Confinado ao seu vagão frio, não podia mais buscar suas pedras. Nico, em sua última viagem antes da aposentadoria, fez uma coisa inusitada. Parou seu trem em uma curva isolada com vista para o vale. Com um maquinismo improvisado e as latas de tinta que Camilo deixara na garagem da estação, Nico pintou, durante horas, grandes círculos concêntricos de amarelo, laranja e rosa na lateral da locomotiva antiga.

Quando terminou, a neve começou a cair, em finos flocos brancos sobre as cores frescas. Nico conduziu o trem de volta à estação de Vale Sereno e parou exatamente em frente ao vagão-ateliê de Camilo.

O pintor, enrolado em cobertores, olhou pela janela. E viu, através do véu da neve, a sua maior tela: uma locomotiva fantástica, um arco-íris de ferro e fogo, parada ali só para ele. Um sorriso largo abriu-se em seu rosto pálido.

Nico desceu, aproximou-se da janela. Nenhum deles disse uma palavra. Nico apenas assentiu com a cabeça. Camilo ergueu uma mão fraca, com o polegar para cima.

Na primavera seguinte, Camilo se recuperou. E Nico, aposentado, não parou de viajar. Agora, ia como passageiro no banco da frente, levando consigo uma pequena bolsa cheia de pedras pintadas. A linha férrea, aos poucos, deixou de ser apenas um caminho de aço entre pontos no mapa. Tornou-se uma galeria em movimento, um rio de histórias silenciosas e cores migrantes, tudo começado por um maquinista chamado Nico Mucci e um pintor chamado Camilo Brown, que aprenderam que a beleza não precisa durar para sempre – basta ser levada adiante.

<

Vídeos relecionados

Botão Voltar ao topo