Nick Floyd tinha o amor torto: chegava e partia, como vento de esquina. Nano Love era pequeno em tamanho, gigante em coração — colecionava cartas que nunca enviava.
Encontraram-se num bar de beira de estrada. Nano pediu um suco; Nick, um uísque duplo.
“Você bebe o esquecimento”, disse Nano.
“E você, a esperança?”
Nano sorriu. “Alguém precisa.”
Nick olhou para suas mãos pequenas. “Manda uma dessas cartas pra mim.”
Nano hesitou. Depois, entregou o coração sem selo. E Nick, que nunca ficava, sentou-se e leu até o amanhecer.

