My Friend Davide Has Such a Soft Touch – Adam Acques and Davide fuck

A estação de trem estava deserta. Adam Acques caminhava pela plataforma, as mãos nos bolsos do casaco surrado, a mala batendo na perna a cada passo.
— Adam.
Ele parou. A voz veio das sombras do viaduto.
— Davide?
Um vulto se destacou da escuridão. Davide vestia um terno amarrotado, a graveta frouxa, o rosto marcado por noites sem dormir.
— Pensei que você tivesse pego o expresso das dez — Davide disse.
— Mudei de ideia.
— Por quê?
Adam largou a mala no chão. Olhou para os trilhos vazios, para o letreiro que anunciava atrasos, para o céu cinzento que ameaçava chuva.
— Porque correr não resolve.
Davide aproximou-se. Ficaram lado a lado, os ombros quase se tocando.
— Você sabe o que vai encontrar se ficar.
— Sei.
— E mesmo assim…
— Mesmo assim.
O vento arrastou um jornal velho pela plataforma. Davide puxou um maço de cigarros do bolso, ofereceu. Adam recusou com um gesto.
— Eu espero você terminar o que precisa — Davide disse, acendendo o dele.
— Pode demorar.
— Tô sem pressa.
A chuva começou, fina, preguiçosa. Ficaram ali, os dois, vendo os trilhos se molharem.




