Reece Scott não confiava em ninguém. Zac Steele não sabia ficar parado.
Eles se esbarraram em um corredor de hospital. Zac estava ali por um amigo; Reece, mais uma vez, sozinho. Zac sorriu, mesmo com o dia cinza, e ofereceu um café da máquina que Reece aceitou em silêncio.
“Você sempre tão sério?” Zac perguntou.
“Você sempre tão barulhento?” Reece respondeu, mas não afastou a mão quando Zac tocou de leve em seu pulso.
Zac começou a aparecer. Na porta do apartamento de Reece com comida chinesa. Nos finais de semana, com filmes ruins e comentários que faziam Reece rir contra a própria vontade.
Uma noite, no sofá, Zac segurou o rosto de Reece com cuidado. “Você deixa eu ficar?”
Reece prendeu a respiração. Ninguém nunca tinha pedido.
“Fica,” ele sussurrou.
Zac sorriu antes de beijá-lo—lento, quente, como se tivesse todo o tempo do mundo. Reece finalmente se permitiu sentir. Algumas paredes não precisam ser derrubadas. Só precisam de alguém disposto a entrar pela porta.
