Musculosos fudendo – Dimitri Venum e Gus Torres

O ringue estava vazio, mas o eco dos golpes ainda parecia vibrar nas paredes. Dimitri Venum sentou-se no último degrau, a toalha no pescoço, o corpo exausto da luta simulado contra o saco de pancadas.
— Ainda aqui?
A voz veio das sombras. Gus Torres apoiou-se na corda do ringue, os olhos castanhos curiosos, as mãos enfaixadas como quem também conhecia a dor dos nós nos dedos.
— Podia perguntar o mesmo — Dimitri respondeu, sem levantar a cabeça.
Gus sentou ao seu lado. Não disseram nada. Apenas ficaram ali, ouvindo a própria respiração, o silêncio pesado de quem carrega o ringue dentro do peito.
— Meu pai dizia que lutador não chora — Gus quebrou o silêncio.
— Seu pai estava errado.
Gus olhou para ele. Dimitri tinha os olhos vermelhos, mas secos. Fortes.
Na semana seguinte, Gus voltou. E na outra. Treinavam juntos, lutavam juntos, calavam juntos. Até que um dia, entre um golpe e outro, Dimitri segurou seu punho antes que atingisse o alvo.
— Acho que cansei de lutar contra você.
Gus sorriu, baixou a guarda.
— Então luta comigo.
E foi assim, num abraço suado no centro do ringue, que descobriram que o amor também exige preparo, resiliência e a coragem de cair juntos.






