MaxHunterXXL & Theus Martins

O beco atrás da *Arena de Combate Robotizado* era um cemitério de peças sobressalentes e ambições queimadas. MaxHunterXXL, uma pilha de aço amassado de três metros de altura, estava deitado sob a chuva, seus circuitos expostos cintilando fracamente.
Theus Martins, com ferramentas nas mãos e óleo até os cotovelos, não viu uma máquina quebrada. Ele viu linhas, potencial, uma coreografia de metal esperando para acontecer. Enquanto os outros engenheiros projetavam para força bruta, Theus projetava para *graça*.
“Eles dizem que você está obsoleto”, Theus sussurrou, conectando cabos a portas que ninguém mais usava. “Mas eles só sabem programar para destruir.”
Dentro do casco frio de MaxHunter, um novo protocolo de inicialização acendeu. Não era o rugido agressivo de antes, mas um zumbido sintonizado, uma busca por equilíbrio. Theus não tinha consertado um lutador; ele tinha despertado um *guardian*.
Na noite seguinte, quando ladrões tentaram arrombar o armazém, encontraram não um titã desajeitado, mas uma sombra de aço que se movia com a precisão silenciosa de um guepardo. MaxHunter não esmagou; ele desarmou, imobilizou, protegeu.
Theus observou de sua janela, um sorriso tranquilo em seu rosto. Eles haviam dito que seu robô poético nunca venceria na arena. E eles estavam certos. Ele foi construído para algo muito maior: para salvar.




