Marco Napoli and Tugs Bunny

Marco Napoli era dono de uma pequena padaria em Nápoles, famoso pelas mãos que transformavam farinha em arte. Tímido, falava mais com o forno do que com as pessoas. Até que Tugs Bunny entrou na loja.

Tugs não era coelho, apesar do apelido que ganhara na infância por seus dentes e o jeito saltitante de andar. Era um dançarino de rua que se apresentava na praça em frente, e toda manhã comprava um cornetto de chocolate. “O melhor da cidade”, dizia, com um sorriso que fazia Marco esquecer a receita.

Marco começou a acordar mais cedo só para vê-lo passar. Tugs, por sua vez, dançava olhando para a vitrine da padaria. Um dia, criou uma coreografia inteira dedicada ao cheiro de pão quente. Marco assistiu da porta, corado.

“Você dança como quem sonha”, disse Marco, timidamente.

“E você assa como quem ama”, respondeu Tugs.

Na semana seguinte, Tugs o convidou para dançar na praça. Marco, desajeitado, deixou-se guiar. Os passos eram caóticos, mas os risos, sinceros. Entre uma volta e outra, Tugs sussurrou: “Posso ser seu par?”

Marco sorriu, sentindo o coração crescer como massa no forno. “Só se for para sempre.”

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