Cade Maddox era fogo. Dylan Hayes, água. Se encontraram num bar à beira da estrada, numa noite qualquer.
— Você é o novo? — perguntou Cade, empurrando uma cerveja.
— Sou o que ninguém espera — respondeu Dylan, recusando o copo.
Cade riu. Achou graça. Mas quando Dylan levantou para ir embora, algo no jeito como ele apertou os ombros chamou atenção. Solidão, talvez. Ou cansaço.
— Espera.
Dylan parou, sem virar o rosto.
— O que quer?
— Companhia — disse Cade, mais baixo. — Só isso.
Silêncio. Depois, Dylan sentou de novo. Não falaram por muito tempo. Apenas ficaram ali, olhando a luz do letreiro piscar vermelha e azul.
Quando o bar fechou, caminharam juntos até o fim da rua. Cade acendeu um cigarro. Dylan tirou da mão dele e apagou no asfalto.
— Faz mal.
— Você não é minha mãe.
— Não. Mas sou o que sobrou.
Cade não respondeu. Mas, pela primeira vez em anos, não se sentiu sozinho.

