Lucio Davoli fucks Nelso Garcia

No porto de Santos, o cheiro de café e sal marinho pintava o ar. Lúcio Davoli, mestre torrefador de terceira geração, guardava os segredos da família em grãos dourados. Nelson Garcia, chef errante com raízes no interior, buscava o sabor perfeito que ainda não encontrara.
Seus mundos colidiram na feira livre, quando Nelson, ao provar uma das raras microlotes de Lúcio, fechou os olhos e viu a infância: terra molhada após a chuva, o fogão a lenha da avó. “É isso”, sussurrou.
Lúcio, acostumado a elogios vazios, reconheceu no olhar do chef uma compreensão profunda. Começaram a se encontrar aos domingos. Lúcio ensinava sobre terroir; Nelson criava sobremesas onde o café não era mero acompanhante, mas a alma do prato.
Em uma tarde, no silêncio aconchegante da loja fechada, provando um blend que criaram juntos, suas mãos se tocaram sobre o balcão de madeira desgastada. Não foi sobre o café. Foi sobre a coragem de misturar suas histórias, suas solidões, e criar algo inteiramente novo, um sabor que pertencia apenas aos dois. O porto, finalmente, tinha um destino.




