Liam Dickinson (DiscoDickNYC) and Drew Valentino fuck
O apartamento minúsculo em Bushwick tremia com o thump-thump-thump da batida de house music. De dentro, Liam Dickinson comandava seu reino. Pela tela do computador, ele era DiscoDickNYC, um DJ de streaming com milhares de seguidores, um furacão de energia e pautas contagiantes. Mas quando a transmissão acabava, o silêncio era tão abrupto quanto o desligar de um interruptor. A persona era eufórica; o homem, sozinho.
Seu único refúgio era a padaria italiana na esquina, que mantinha um espresso perfeito e um silêncio sagrado. É lá que ele viu Drew Valentino.
Drew não era um cliente comum. Ele era o dono. A terceira geração da família Valentino a amassar a própria massa e a conhecer cada cliente pelo nome. Ele tinha a calma de quem nunca precisou correr, cujas mãos, enfarinhadas, criavam beleza que alimentava a alma, não os algoritmos.
Liam, ainda vestindo a energia residual de sua persona, entrava falando alto. Drew apenas assentia, servia o café e, com um gesto tranquilo, apontava para a plinha: “Silenzio, per favore.”
Era um choque. O DiscoDickNYC sendo silenciado por um padeiro. Liam ficou irritado. Depois, intrigado. Começou a ir à padaria não pelo café, mas pelo contraste. Pela paz. Por Drew.
Um dia, depois de uma live particularmente exaustiva, Liam chegou à padaria quando Drew estava fechando. O forno ainda estava quente, e o cheiro de pão fresco enchia o ar. Drew, em vez de mandá-lo embora, abriu a porta.
“Você parece cansado,” disse Drew, sua voz uma melodia baixa e calmante.
“É o trabalho. Tenho que ser… uma versão maior da vida,” Liam explicou, esgotado.
“Aqui,” Drew colocou um pedaço de focaccia quente na sua frente. “A única versão que importa é a que come pão quente no fim do dia.”
Foi a primeira vez que alguém viu através do DiscoDick e chegou até o Liam.




