Liam Cyber fucks Gabriel Cross

O mundo de Liam Cyber era feito de silício, código-fonte e a fria e constante luz azul das telas. Ele era um runner, o melhor da cidade neo-noir de Aethelgard, deslizando pelas firewalls corporativas como um fantasma e vendendo segredos digitais ao melhor lance. Seu nome era uma marca, um mito na teia. Sua única lei era: nunca se conectar, nunca deixar um rastro real.
O mundo de Gabriel Cross era de papel, tinta e o cheiro quente de papel impresso. Em uma era de realidade imersiva, ele era um anacronismo: dono da última livraria física do distrito, “A Cruz de Palavras”. Ele acreditava no peso de um livro na mão, no som de uma página virada, no poder das histórias que não podiam ser hackeadas ou atualizadas.
Seus caminhos se cruzaram por um erro. Liam, em fuga após um roubo de dados de alta gravidade, usou o endereço físico antiquado da livraria como um ponto cego, um local aleatório para receber um pacote físico – um dispositivo de armazenamento não rastreável disfarçado de livro.
Gabriel encontrou o pacote, endereçado a um “L. Cyber”, misturado em uma entrega de romances clássicos. Em vez de ignorar, movido por uma curiosidade que era sua essência, ele esperou.
Liam entrou na livraria como uma sombra, nervoso, seus olhos escaneando as saídas antes das estantes.
— Você não deverá estar aqui — a voz de Gabriel foi calma, vindo de detrás do balcão. Ele segurava o pacote falso. — Isto não é um livro. É uma tempestade em um frasco.
— Apenas me dê — Liam respondeu, a mão tremendo levemente, um sinal de exaustão por dias sem dormir.
— Está sendo perseguido — Gabriel afirmou, não perguntou. Havia uma história naquele rosto pálido e angustiado, e Gabriel era um leitor de histórias. — Não pelos típicos. São os Cavaleiros do Sistema, certo?
Liam ficou chocado. Como um vendedor de livros sabia disso? Ele cedeu, deslizando para o chão entre as estantes de poesia. Gabriel, em vez de chamar a polícia ou expulsá-lo, trouxe chá e uma manta de lã áspera e aconchegante.




