Kyle Fox fucks Felipe Cesar – Part 1

A chuva batia nas vidraças do bar *O Ás*, um lugar escuro onde histórias eram negociadas junto com uísque barato. Kyle Fox, com seu sobretudo molhado e olhos que nunca paravam de escanear a sala, esperava. A informação que possuía — uma transferência de fundos ilegais ligando um senador a uma conta fantasma — valia mais do que dinheiro. Valia uma nova vida.
A porta abriu. Entrou Felipe Cesar, não como o executivo impecável das fotos, mas com a postura desleixada de um homem que já perdeu algo essencial. Sentou-se, dispensando formalidades.
“O pen drive,” disse Felipe, a voz rouca.
“Primeiro, o acordo,” Kyle contra-atacou, deslizando um celular descartável pela mesa. “Novas identidades. Para mim *e* para a sua filha. Longe do seu sócio.”
Felipe não tocou no telefone. “Ele sabe que vim aqui. Se eu não voltar com a prova em mãos… ele vai atrás dela.”
Kyle sentiu o chão desaparecer. Seu golpe perfeito era uma armadilha. Felipe não estava comprando silêncio; estava tentando proteger alguém com a única moeda que lhe restava: sua própria cabeça.
Os dois homens se entreolharam no bar escuro, não como adversários, mas como peças igualmente sacrificáveis em um jogo maior. A informação entre eles já não era uma arma; era um fardo envenenado.
Kyle engoliu seco. O preço da saída dele acabara de subir. E o pagamento, ele percebeu, talvez fosse em sangue que não era o seu.




