Kosta Viking rides Viktor Rom’s thick cock
Kosta Viking vivia num ferro-velho, domando máquinas mortas com as mãos enormes. Tatuagens de runas subiam-lhe pelos braços, mapas de uma terra que nunca visitara. À noite, bebia sozinho e imaginava batalhas que nunca combatêra.
Viktor Rom’s desenhava sapatos para pessoas que nunca caminhavam. Salto agulha, pele de serpente, fivelas de ouro. As clientes usavam-nos uma noite e guardavam-nos em armários perfumados. Viktor perguntava-se se haveria pés que merecessem tanto cuidado.
Encontraram-se num mercado de pulgas. Kosta procurava peças para um motor. Viktor, inspiração para uma coleção.
— Isso é bonito — disse Kosta, apontando para um caderno de esboços que Viktor folheava.
— Isto? São sapatos. Coisas fúteis.
— Bonito não é fútil.
Viktor olhou para o gigante. Para as mãos calejadas, os olhos claros como gelo.
— E tu? O que fazes?
— Salvo o que os outros deitam fora.
— Salvas pessoas também?
Kosta sorriu, raro.
— Às vezes. Se elas se deixarem.
Viktor guardou o caderno.
— Ensina-me.
— O quê?
— A não ser deitado fora.
Kosta estendeu a mão. Viktor segurou-a. E no meio das bugigangas, encontraram um tesouro que nenhum dos dois procurava: o amor de quem sabe que também pode ser salvo.




