Kayden Gray & Axel Pierce

O velho galpão rangia sob a força do vento. Kayden Gray segurava a lanterna, a luz trêmula recortando sombras nas paredes. “Você está louco de me trazer aqui,” sussurrou.
Axel Pierce, já no centro do círculo de giz, sorriu. “Louco é passar a vida sem ver o que existe além.”
Ele estendeu a mão. Kayden hesitou, depois cedeu, seus dedos gelados encontrando os de Axel. Quando as velas se acenderam sozinhas, o ar ficou pesado, denso como água. Uma figura translúcida começou a se formar diante deles—não ameaçadora, apenas observadora.
Kayden prendeu a respiração. “O que…?”
“O véu,” Axel respondeu, o olhar fixo no espectro, “é mais fino do que contam.”
O fantasma tocou o rosto de Kayden com frio de estrela morta, e pela primeira vez, ele não sentiu medo. Apenas a certeza de que nada voltaria a ser igual.




