Justin Matthews and Jayden Marcos flip fuck – Strip Billiards
O ar no galpão da velha oficina estava impregnado com o cheiro de gasolina, óleo queimado e café barato. Sob a luz fraca de uma lâmpada pendurada, o esqueleto de uma motocicleta customizada reluzia como um artefato de outro mundo. Dois homens observavam sua criação, seus rostos marcados por graxa e cansaço.
Justin Matthews era o cérebro. Um ex-engenheiro que trocara a mesa de escritório por uma chave de fenda, ele tinha os planos todos na cabeça – cada torque, cada tolerância, cada fio do sistema elétrico personalizado. Suas mãos, embora sujas, trabalhavam com uma precisão cirúrgica.
Jayden Marcos era a alma. Um artista do metal que via não uma máquina, mas uma escultura em movimento. Era ele quem dava forma aos tanques de combustível com martelo e bigorna, quem soldava os garfos dianteiros com curvas fluidas e quem insistia em uma pintura que lembrasse o pôr do sol sobre o asfalto molhado.
“O sistema de injeção ainda está com um atraso de milissegundos”, Justin murmurou, passando os dedos por uma confusão de fios. “Se não ajustar, ela vai engasgar na curva.”
“Ela não vai ‘engasgar’, Justin. Ela vai hesitar, como se estivesse tomando fôlego”, Jayden retrucou, passando um pano sobre o tanque de gasaleza. “Precisamos que ela respire, não que seja um robô.”
Justin suspirou, mas um canto de sua boca se moveu. Era assim há meses. A lógica de Justin esbarrando na poesia de Jayden. Onde Justin via um problema, Jayden via uma característica.
A moto, batizada de “Fênix”, era seu projeto de loucura. Uma máquina construída não para velocidade pura, mas para a viagem perfeita. A grande corrida de inauguração da serra era no dia seguinte.
Na manhã da prova, sob um céu de algodão-doce cor-de-rosa, a Fênix estava pronta. Justin, de macacão limpo, verificava a telemetria pela última vez. Jayden, com um sorriso desafiador, apenas acariciou o selim de couro.




