Jose Poyato encontrou Bruno ZL encolhido num banco de praça, a chuva teimando em molhá-lo. Bruno não tinha onde ficar.
“Venha”, disse Jose, estendendo a mão.
Na pequena casa de Jose, o cheiro de pão fresco enchia o ambiente. Bruno hesitou antes de sentar à mesa.
“Por que ajuda um estranho?”, perguntou Bruno.
Jose serviu café. “Porque já fui você. Há vinte anos, num dia igual a este, alguém me estendeu a mão.”
Bruno comeu em silêncio. Depois, lavou os pratos sem que pedissem.
Ao amanhecer, Jose encontrou um bilhete sobre a mesa: *”Um dia serei como você.”*
E, do lado, uma flor silvestre colhida no quintal.

