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Jose Indriago and Sadick Coutinho fuck – Without Fear And Without Clothes – The Sofa Test That Changed The Game

Na cidade sempre cinzenta de Porto Albo, onde a chuva fina era uma memória constante no ar, dois homens criavam beleza a partir do que a cidade tentava esquecer.

Jose Indriago era conhecido como “O Fantasma das Paredes”. Um artista de grafite noturno, mas sua tela não eram os trens ou os muros largos. Ele pintava nos cantos esquecidos: no vão úmido sob uma escada, na rachadura de uma calçada, no ferrugento tampo de um bueiro. Suas obras eram miniaturas de uma melancolia deslumbrante: um peixe dourado nadando em uma poça de óleo, uma criança de carvão segurando um balão feito de luz de néon refletida, um coração de mosaico feito de cacos de vidro e esperança. Ele nunca assinava. Sua arte era um segredo que a cidade acidentalmente descobria ao amanhecer. De dia, Jose era um silencioso auxiliar de arquivista na prefeitura, um homem que catalogava o passado oficial enquanto seu coração pintava o passado íntimo das ruas.

Sadick Coutinho era um poeta do asfalto, um contador de histórias de bar. Não publicava livros. Sua obra eram as conversas. Dono do “Bar do Fim do Mundo”, um lugar apertado e quente no final de uma rua sem saída, Sadick tinha o dom de extrair confissões dos clientes com um copo na mão e um olhar que não julgava. Ele lembrava de cada história, cada nome, cada dor. E, nas noites mais quietas, escrevia fragmentos no guardanapo, na parede atrás do balcão, no verso de uma conta. Sua poesia era oral, efêmera, cheia de fumaça de cigarro e o som de vidros sendo lavados. Era um colecionador de almas perdidas, um arauto do cotidiano trágico e sublime.

Seus caminhos se cruzaram porque Sadick tinha o hábito de caminhar pela madrugada, depois de fechar o bar, para limpar a cabeça. Foi numa dessas caminhadas que ele viu, pela primeira vez, Jose trabalhando. Um feixe de luz de lanterna iluminava um pequeno espaço na parede de um beco, onde Jose, com luvas finas e roupas escuras, dava os últimos retoques em uma pintura: um pássaro feito inteiramente de fios elétricos desencapados, pairando sobre um ninho de lâmpadas quebradas. Era assustador e lindo.

Sadick não disse nada. Apenas parou e observou até o fim. Quando Jose se afastou, satisfeito, e desligou a lanterna, a voz de Sadick ecoou suavemente no beco:
“Ele vai voar ou vai se eletrocutar?”
Jose deu um pulo, assustado como um gato. Ninguém jamais o pegara no ato.
“Os dois, talvez”, respondeu Jose, a voz embargada pela adrenalina. “É sobre a cidade. A beleza perigosa.”
“Conheço algumas”, disse Sadick, aproximando-se. “Pessoas, não pássaros. Venha tomar um café. O bar é perto. Está aberto só para mim.”

Naquela madrugada, no Bar do Fim do Mundo, com as cadeiras em cima das mesas, Jose Indriago conheceu Sadick Coutinho. Um serviu café forte. O outro mostrou, em fotos discretas no seu celular velho, o resto de sua galeria fantasma. Sadick não fez perguntas invasivas. Apenas apontou para uma pintura de uma flor crescendo no concreto e disse: “Essa me lembra da Dona Marta, que vem aqui às terças. Ela perdeu o filho. Planta begônias no lixão.”
Era exatamente disso que se tratava. Jose pintava a dor que Sadick escutava.

Começou um ritual noturno. Depois de sua última pintura, Jose ia ao bar. Sadick guardava uma garrafa de vinho tinto ou fazia um chá. Jose falava das texturas que encontrava, da cor da ferrugem sob a lua, do desespero silencioso das fachadas. Sadick contava as histórias que ouvira naquele dia – o pedreiro que sonhava em ser bailarino, a advogada que colecionava conchas do esgoto. Eles eram dois arquivistas da alma da cidade: um visual, o outro oral.

Jose começou a pintar retratos. Minúsculos, escondidos. O rosto triste do pedreiro no relevo de um poste. Os olhos da advogada refletidos em uma poça permanente. Sadick os encontrava e sabia exatamente quem eram. Era como se suas narrativas ganhassem vida nas sombras.

O amor cresceu como o musgo nas pinturas de Jose: lento, verde, resistente. Manifestou-se no toque das mãos ao passar uma xícara quente, no modo como Sadick limpava uma tinta respingada no rosto de Jose com o polegar, no silêncio confortável que reinava entre eles às 4 da manhã.

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