Johnny Alves, Jhon Sena – A fuck to remember (continuation)
O ringue improvisado no galpão vibrava com os gritos da plateia. Johnny Alves esfregou as mãos enluvadas, o suor escorrendo pela testa. Do outro lado, Jhon Sena saltitava, os olhos fixos, a respiração controlada.
— Terceiro round — o locutor anunciou. — Vamos!
O gongo soou. Os dois se estudaram por um instante, dançando sobre a lona gasta. Johnny avançou primeiro, um direto que Jhon desviou com um movimento mínimo de cabeça.
— Lento hoje, Alves? — Jhon provocou, esquivo.
Johnny respondeu com um cruzado de esquerda que encontrou o queixo do oponente. Jhon recuou, balançando a cabeça, mas manteve os pés firmes.
— Isso é tudo que tem?
Trocaram golpes no centro do ringue, os sons abafados das luvas ecoando pelo galpão. A multidão urrava.
Faltando trinta segundos, Jhon encurralou Johnny nas cordas. Um, dois, três golpes no estômago. Johnny dobrou, mas não caiu.
O gongo final. Abraçaram-se no centro, ofegantes, os corpos exaustos.
— Boa luta — Jhon sussurrou.
— Pra você também — Johnny respondeu.
O público aplaudia enquanto os dois saíam do ringue, lado a lado, sangue e suor misturados.




