Jobsite Inspection Chapter 6 – Christopher White and Derek Kage

O Observatório Celeste era o reino do Dr. Christopher White. Suas noites eram gastas catalogando estrelas, meticulosamente, cada uma um ponto de luz em um mapa impecável. A escuridão, para ele, era apenas um pano de fundo vazio.
Derek Kage era um astrônomo amador que White desprezava. Kage não usava telescópios de ponta, mas uma câmera obscura caseira e filmes fotográficos antigos. Ele não caçava estrelas, mas o que havia entre elas.
Uma noite de tempestade, quando White fechou a cúpula, Kage montou seu equipamento no telhado encharcado. “Você está desperdiçando seu tempo”, disse White pela janela. “Não há nada para ver.”
Ao amanhecer, Kage bateu à porta de White. Em suas mãos, uma fotografia revelada. Não mostrava pontos de luz, mas vastos rios de cor púrpura e dourado fluindo através do vazio, tecendo as estrelas em uma rede luminosa. Era a matéria escura, belamente capturada.
“Você mapeia as luzes, Chris”, disse Kage suavemente. “Eu fotografo os espaços que as conectam. O universo não é feito apenas de estrelas. É feito das pontes invisíveis entre elas.”
White olhou para a foto, depois para seus mapas estéreis. Pela primeira vez, ele não viu o vazio. Viu a arquitetura oculta do cosmos. Naquela manhã, Christopher White não abriu seu telescópio. Sentou-se com Derek Kage para aprender a ver no escuro.




