James Cassidy, Bryce Jax, Milo Markx & Quincy Markx
James Cassidy observava os irmãos Markx como se fossem um violino desafinado. Milo, o mais velho, era um prodígio do piano, cuja técnica era impecável, mas fria. Quincy, o caçula, era um baterista de jazz cuja batida selvagem desafiava qualquer partitura. Bryce Jax, produtor musical cansado, fora chamado para “consertar” a banda fraturada.
“Não há ‘consertar'”, murmurou James, o luthier, enquanto observava. “Há apenas encontrar o tom certo.”
Bryce tentou forçá-los em uma música. Milo seguiu as notas com precisão cirúrgica. Quincy explodiu em uma tempestade de pratos, enterrando a melodia. O resultado foi um ruído agonizante.
Foi James quem agiu. Ele pegou um violino antigo e, diante deles, raspou suavemente o verniz do braço, revelando a madeira nua por baixo. “A perfeição do acabamento esconde o coração do instrumento”, disse. “Vocês estão muito polidos, Milo. Ou muito crus, Quincy.”
Inspirado, Bryce jogou fora a partitura. “Milo, toque só os acordes básicos. Quincy, não acompanhe o ritmo… acompanhe a *respiração* dele.”
Milo começou uma linha simples e melancólica. Quincy fechou os olhos, sua baqueta pairando. Ele caiu não em um ritmo, mas nos espaços entre as notas de Milo, preenchendo o silêncio com textura.
O som que surgiu não era perfeito. Era vivo. James sorriu, afofando o verniz em suas mãos. A música, como a madeira, às vezes precisava ser lixada até sua essência para que sua verdadeira voz pudesse ser ouvida.




