Jack Valor bottoms for Johnny Viper – Window Shopping
O circuito noturno de Neon City pertencia a Johnny Viper. Seu carro, um monstro de aço e néon, vencia todas as corridas. Até a noite em que Jack Valor apareceu à beira da pista, não com um carro, mas com uma proposta.
“Uma corrida diferente,” disse Jack, olhando para o céu onde os arranha-céus se perdiam nas nuvens baixas. “Não contra o relógio ou outro piloto. Contra uma tempestade.”
Johnny riu, mas viu o brilho sério nos olhos de Jack. A tempestade elétrica se aproximava, um espetáculo perigoso de relâmpagos.
Impulsionado por um desafio maior que seu ego, Johnny aceitou. A linha de partida foi o primeiro trovão. Johnny pilotou com fúria, domando seu carro nas curvas molhadas. Jack não corria; ele *navegava*, antecipando os ventos cortantes e usando as rajadas para ganhar impulso, seu carro um cometa prateado deslizando entre os raios.
Era uma dança com a fúria do céu. No momento final, um relâmpago caiu à frente, iluminando a estrada bifurcada. Johnny desviou por instinto. Jack acelerou direto para o clarão, desaparecendo na luz cegante.
Quando a tempestade passou, Johnny encontrou Jack parado na linha de chegada, intacto, o cheiro de ozônio ao redor. Não havia troféu, apenas o silêncio úmido pós-tempestade.
“Você venceu,” admitiu Johnny.
Jack sorriu. “Não se vence uma tempestade, Viper. Apenas se sobrevive a ela com estilo.”
Naquela noite, Johnny aprendeu que a verdadeira corrida nunca é contra os outros, mas contra os próprios limites. E Jack Valor acabara de redesenhar os dele.



