Jack Emhoff, CJ Delco and Hung Caleb – a threesome
O dinheiro estava em cima da mesa. Três montes iguais, três destinos diferentes.
Jack Emhoff empurrou o seu para o centro, os olhos fixos nos outros dois.
— Não vou.
CJ Delco inclinou a cadeira, equilibrando-se nas pernas traseiras. O sorriso era um risco no rosto magro.
— Claro que vais. Precisamos de ti.
— Precisam de um motorista. Qualquer um serve.
Hung Caleb permanecia imóvel, as mãos cruzadas sobre o estômago. Desde que saíra da prisão, seis meses antes, falava pouco. Mas quando falava, os outros ouviam.
— Jack tem razão — disse Hung, a voz como cascalho. — Não é trabalho para ele.
CJ bateu com as pernas da cadeira no chão.
— Desde quando te tornaste sensível, Caleb?
— Desde que a última vez me custou dez anos.
O silêncio cheirou a pó e desinfetante barato. Jack levantou-se, a cadeira rangendo no linóleo.
— Faço por amizade, não por dinheiro.
— Amizade não paga contas — CJ riu, sem humor.
— Não — Jack abriu a porta, a luz do corredor recortando sua silhueta. — Mas mantém a gente vivo.
A porta fechou. Hung Caleb levantou-se, guardou dois montes no bolso.
— O que fazemos agora? — perguntou CJ.
— Esperamos. Jack volta.
— Como sabes?
Hung Caleb sorriu, coisa rara.
— Porque amizade também é não deixar os idiotas morrerem sozinhos.




