Ivan Vettoretto fucks Fabrizio Paradiso – ivan.ilterribile
A neblina descia sobre as colinas de Prosecco como um véu úmido. Ivan Vettoretto parou o furgão no meio da estrada de terra e apagou o motor.
— É aqui.
Fabrizio Paradiso olhou pela janela, os olhos verdes apertados contra a névoa. Engenheiro agrônomo vindo de Milão, roupa cara, sapatos que não deveriam pisar naquele barro. Mas ali estava ele, caderneta na mão, pronto para anotar.
— Não vejo nada, Vettoretto.
— Por isso parei.
Ivan desceu e caminhou até a beira do penhasco. Fabrizio acompanhou, relutante, os sapatos afundando na lama.
— Ali — Ivan apontou para o vazio branco. — Minha família planta uva nessa terra há duzentos anos. Meu bisavô dizia que a névoa guarda os segredos. Só revela pra quem espera.
Fabrizio anotou algo, o hálite formando nuvens.
— Sou homem de números, Vettoretto. Dados. Planilhas.
— Eu sei. — Ivan acendeu um cigarro, oferecendo o maço. — Mas números não explicam por que essa uva só cresce aqui. Por que esse vinho só tem esse gosto.
Fabrizio recusou o cigarro, mas ficou em silêncio, olhando o nada. Cinco minutos. Dez. A névoa começou a dissipar.
Quando as primeiras fileiras de videiras apareceram, alinhadas perfeitamente na encosta, Fabrizio guardou a caderneta.
— Certo. Vamos trabalhar.
Ivan sorriu, jogando o cigarro no chão.
— Sabia que você ia gostar.
— Não gostei. — Fabrizio virou de volta para o furgão. — Apenas entendi.






