Inspeção no Local de Trabalho – Capítulo 8 – Christopher White e Derek Kage

No coração de Veridia, a cidade que nunca dormia, Christopher White era um farol de ordem. Como arquiteto-chefe, sua vida era uma tapeçaria de planos perfeitos e linhas retas, cada tijolo da cidade assentado sob seu olhar meticuloso.
Derek Kage, por outro lado, era a sombra que a cidade projetava. Um artista de rua cujos murais surgiam como sonhos durante a noite, borrando as linhas precisas de White com criaturas de cores vibrantes e paisagens impossíveis. Ele pintava não nas paredes, mas *entre* elas, em um espaço que apenas ele parecia ver.
Uma noite, após Kage transformar a imponente fachada do Ministro do Silêncio em um caleidoscópio de aves voadoras, White o confrontou. “Você destrói a estrutura!”, bradou White, erguendo um rolo de plantas.
Kage apenas sorriu, oferecendo um spray. “Você constrói o que é visto, Chris. Eu pinto o que é sentido. Mostre-me.”
Hesitante, White pressionou o bico. Em vez de tinta, linhas de luz dourada jorraram, revelando a rede oculta de suportes, sonhos e histórias que realmente sustentavam a cidade. White viu então: sua estrutura e a arte de Kage não eram inimigas. Eram alma e esqueleto da mesma criatura.
Juntos, naquela noite, Christopher White e Derek Kage não criaram uma parede ou um mural. Eles assinaram, lado a lado, a verdadeira fundação de Veridia.




