Hot Sex — Scene 2: Brandon Lewis & Dylan Roberts

O armazém cheirava a mofo e mentiras. Brandon Lewis, com seu terno barato e um sorriso que nunca chegava aos olhos, inspecionava a “mercadoria”: caixas de equipamentos eletrônicos desativados.
“Tudo conforme o combinado, Roberts. Lixo de primeira linha.”
Dylan Roberts não respondeu. Seu olhar estava fixo em um painel de controle desmontado entre os sucatas, suas mãos quietas no bolso do casaco. Ele reconheceu o padrão de circuitos. Não era lixo. Era um protótipo de rastreamento militar, marcado para destruição.
“O preço acabou de dobrar, Lewis”, Dylan disse, sua voz calma cortando o ar frio.
Brandon riu, um som estridente. “Não negocie comigo. Você é apenas o transportador.”
Foi então que Dylan se moveu. Sem pressa, ele conectou dois fios soltos no painel. Um pequeno LED verde acendeu, e um sinal de localização silencioso começou a pulsar.
“Correção”, Dylan ajustou os óculos. “Eu era o transportador. Agora, sou o isca. A Agência de Logística de Defesa rastreia cada peça deste lote. Eles devem estar a… cinco minutos de distância.”
O sorriso de Brandon congelou, transformando-se em puro ódio. Ele havia tentado comprar um homem simples, mas subestimara um estrategista. Enquanto as sirenes começavam a ecoar à distância, Dylan apenas observou. Algumas entregas, ele sabia, não eram de pacotes, mas de justiça.




