Hardwired Scene 4 – Siren Santiago and Andre Bedford fuck

Siren Santiago não atraía marinheiros para a morte, mas sim almas perdidas para sua sala de estar. Seu nome era uma herança poética da mãe, mas sua realidade era feita de silêncios. Ela era a melhor restauradora de pianos antigos da cidade, uma arte que exigia ouvidos que ouvissem o que nunca foi tocado – a memória da madeira, o suspiro das cordas gastas, o fantasma das melodias passadas. Seu estúdio, “Afinando Almas”, ficava no último andar de um prédio antigo, e ali ela vivia entre martelos de feltro, afinadores e uma paz profunda e solitária.
Andre Bedford era um escritor de verdadeiros crimes, famoso por seu podcast “Bedford’s Blueprints”, onde desconstruía assassinatos perfeitos com uma voz que era um fio de aço envolto em veludo. Ele vivia de histórias de caos, violência e ruído humano no seu estado mais brutal. Após o sucesso estrondoso de sua última série, uma enxurrada de ameaças e uma crise criativa o levaram a um colapso. Seu terapeuta foi claro: “Você precisa de silêncio, Andre. Silêncio absoluto. Ouça o mundo sem precisar decifrá-lo.”
Foi assim que ele chegou ao prédio de Siren, alugando o apartamento vazio ao lado do estúdio. Ele procurava o vácuo. O que encontrou foi a música.
Não uma música qualquer, mas fragmentos. Uma escala ascendente repetida por dez minutos. O mesmo acorde, golpeado suavemente, vezes sem conta. O som metálico de uma corda sendo esticada, um gemido agudo que se resolvia em uma nota pura. Eram os sons do trabalho de Siren, uma paisagem sonora que, para Andre, inicialmente, foi como água caindo sobre sua mente febril.
Intrigado pela perturbação de seu silêncio planejado, ele bateu à sua porta. A mulher que apareceu tinha mãos finas e fortes, manchadas de óleo e pó de graf




