Halif Faruk era dono de sorrisos largos e mãos que acolhiam o mundo inteiro. Bastian Karim, ao contrário, guardava beijos em potes, distribuía com conta-gotas.
Encontraram-se num jardim abandonado. Halif colheu uma flor murcha. “Até ela merece cuidado.”
Bastian riu. “Você é ridículo.”
“Sou. Mas vou cuidar de você também.”
Bastian sentiu o peito apertar. Ninguém nunca oferecera cuidado sem pedir nada em troca. Aceitou a flor. E ali, entre plantas secas e um sol fraco, aprendeu que o amor mais generoso não exige flores — ele as dá.

