Grag Stone and Romero fuck
A taverna “O Porco Empalhado” cheirava a cerveja derramada e a mentiras contadas. Num canto escuro, longe do calor da lareira, Grag Stone ocupava um banco, tão largo e imóvel quanto o próprio nome sugeria. Um homem de poucas palavras e de um único olho – o outro escondido sob um tapa-olho de couro –, ele era um caçador de recompensas aposentado. Sua presença era como uma pedra no sapato do lugar: incômoda, mas todos tinham medo de tirar.
A porta rangeu, e a atmosfera mudou. Uma brisa fria entrou, seguida por uma figura alta e esguia. Era Romero. Seus movimentos eram fluidos e silenciosos, suas roupas escuras e impecáveis. Ele não se dirigiu ao balcão, mas ao canto mais sombrio, sentando-se à mesa oposta à de Grag sem fazer um som.
Os dois homens se encararam através da penumbra. Um, a personificação da força bruta e terrena. O outro, um véu de elegância mortal.
“Estão dizendo na estrada,” Romero começou, sua voz um sussurro sedoso que cortava o ruído da taverna, “que um velho lobo perdeu a presa. Que um demônio das trevas fugiu de sua jaula.”




