Golden Hole – Asaelsaucedo and Guillaume Wayne fuck

O mercado flutuante de Novaris nunca dormia, suas docas de madeira rangindo sob o peso de especiarias alienígenas e conversas sussurradas. Foi lá que o rastro de Asael Saucedo terminou. Guillaume Wayne, com seu sobretudo cinza e olhos que calculavam ângulos e ameaças com igual precisão, encontrou o jovem contrabandista em um beco úmido, cercado por caixas de um cristal azul que pulsava suavemente.
“Asael Saucedo,” Guillaume anunciou, sua voz neutra cortando a névoa. “Os Selos de Mercúrio estão revogados. A carga é confiscada.”
Asael, magro e com olhos de fuga, não tentou correr. Em vez disso, tocou uma das gemas. O brilho azul intensificou-se, projetando hologramas frágeis – não de dados roubados, mas de memórias: florestas submersas, cantos de baleias-cristal, um planeta agonizante.
“Não é contrabando, Senhor Wayne,” Asael corrigiu, a voz carregada de uma tristeza antiga. “É um arquivo. A última canção de um mundo que o seu Syndicate consumiu por combustível.”
Guillaume, um executor de ordens, sentiu a fria lógica de sua missão rachar. Os “selos” eram na verdade selos de uma sentença. Ele não recuperava propriedade intelectual; apagava a última testemunha de um ecocídio.
Sua mão, treinada para apreender, hesitou. Olhou para as memórias dançantes, depois para o rosto esperançoso de Asael.
Pela primeira vez em uma carreira impecável, Guillaume Wayne não sabia quem realmente estava roubando de quem.




