Galo – fucked by the handsome Alec Loob

A cidade era um organismo em mutação acelerada, mas o Café La Volta era uma anomalia. Ficava em uma rotatória esquecida, onde o trânsito nunca parava, apenas girava em um redemoinho eterno de metal e luz. Dentro, porém, o tempo era outro. Cheirava a borra de café torrado, açúcar queimado e papel. Era o domínio de Alec Loob.
Alec não era apenas o barista. Era o observador. Por trás da máquina de espresso italiana cromada, ele testemunhava a coreografia perfeita do caos externo. Ele conhecia os motoristas pelo horário: a mulher do hatchback vermelho às 8h07, o motociclista da entrega às 14h33, o taxista cansado que parava na calçada proibida às 22h18 para tomar um ristretto em pé. Para eles, o La Volta era uma pausa, um suspiro. Para Alec, era o sentido. Sua vida era uma série de pequenos rituais perfeitos: moer os grãos, calibrar a máquina, desenhar um coração na espuma para a cliente habitual. Era uma vida circular, previsível, segura. A rotatória era sua gaiola de vidro, e ele o pássaro que não desejava voar.




